Os Angolanos apercebem-se do aumento da corrupção e dizem que os cidadãos correm o risco de retaliação se a denunciarem

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Os Angolanos apercebem-se do aumento da corrupção e dizem que os cidadãos correm o risco de retaliação se a denunciarem

Os Angolanos apercebem-se do aumento da corrupção e
dizem que os cidadãos correm o risco de retaliação se a denunciarem

A maioria (54%) dos Angolanos diz que a corrupção no país cresceu "um pouco" ou "muito" durante o ano anterior ao inquérito, um aumento notável de 21 pontos percentuais em comparação com 2019.

Análise · Novembro 2024
O QUE OS ANGOLANOS PENSAM Análise · 22 Novembro 2024

CORRUPÇÃO

Os Angolanos apercebem-se do aumento da corrupção e
dizem que os cidadãos correm o risco de retaliação se a denunciarem

Os Angolanos apercebem-se do aumento da corrupção e dizem que os cidadãos correm o risco de retaliação se a denunciarem

Entre 2017, ano em que o Presidente João Lourenço tomou posse, e 2022, a classificação de Angola no Índice de Perceção da Corrupção da Transparência Internacional melhorou do 167º lugar para o 116º. Mas continuam a surgir escândalos de corrupção envolvendo altos funcionários da polícia e da justiça. Os resultados da pesquisa do Afrobarometer 2024 mostram que um número crescente de Angolanos considera que a corrupção está a aumentar, particularmente em instituições públicas. A maioria considera insuficiente o desempenho do governo na luta contra a corrupção.

Principais conclusões:

  • A maioria (54%) dos Angolanos diz que a corrupção no país cresceu "um pouco" ou "muito" durante o ano anterior ao inquérito, um aumento notável de 21 pontos percentuais em comparação com 2019.
  • Quase sete em cada 10 Angolanos (68%) dizem que o desempenho do governo no combate à corrupção no governo é "bastante mau" ou "muito mau," um aumento de 14 pontos em relação a 2019.
  • Mais de seis em cada 10 Angolanos (63%) acreditam que as pessoas comuns correm o risco de retaliação ou outras consequências negativas se denunciarem a corrupção, um aumento de 9 pontos em relação a 2019.
  • Entre as pessoas que procuraram por alguns serviços públicos durante o ano anterior, mais de metade (55%) afirma ter tido de pagar um suborno para obter assistência da polícia, 38% para evitar problemas com a polícia, 48% para obter um documento do governo e 31% para obter cuidados médicos.
  • Quase metade (47%) dos Angolanos pensa que "a maioria" ou "todos" os agentes da polícia estão envolvidos em corrupção. Mais de quatro em cada 10 (43%) dizem o mesmo sobre os funcionários da Presidência, um aumento de 21 pontos em relação a 2019.

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A maioria (54%) dos Angolanos diz que a corrupção no país cresceu "um pouco" ou "muito" durante o ano anterior ao inquérito, um aumento notável de 21 pontos percentuais em comparaç